Videogame tem efeitos para a criança? O que fazer?

A criança quer continuar jogando videogame, mas você quer que ela desligue. Essa é uma cena comum na sua casa? Se a resposta for “sim”, saiba que não está sozinho!

Muitas famílias passam por isso, mas será que elas estão certas em controlar horários e se preocupar com os efeitos negativos do videogame na criança? Ou essa história é um mito?

É isso que você vai descobrir neste artigo, então continue lendo!

Videogame na infância

A tecnologia faz parte do nosso dia a dia e no caso das crianças não é diferente. Por isso, é comum vê-las trocando brincadeiras por videogames. 

Isso não é necessariamente ruim, afinal jogos eletrônicos podem ser educativos, auxiliar o raciocínio lógico e desenvolver a capacidade de tolerância a frustrações.

Além disso, podem ser uma ótima distração tanto para a criança quanto para pais e cuidadores. Afinal, aqueles minutos que o pequeno fica quieto jogando podem ser aproveitados para você se dedicar ao trabalho, a outras tarefas e a si mesmo.

Mas isso não significa deixar a criança jogar à vontade nem em qualquer idade!

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda evitar a exposição de menores de dois anos a quaisquer telas. 

Entre dois e cinco anos, o tempo limite de exposição é de uma hora por dia, enquanto a recomendação é de até duas horas/dia para crianças entre seis e dez anos.

Já a partir dos 11 anos, o tempo de telas e jogos pode chegar a três horas diárias. 

Caso ultrapasse, os efeitos negativos do videogame podem aparecer!

Videogame: efeitos negativos

Tudo em excesso faz mal, inclusive videogames. E infelizmente a lista de prejuízos que os jogos eletrônicos podem trazer à saúde e ao bem-estar da criança é grande! 

Jogar em excesso pode estimular ou provocar:

  • Problemas de atenção e hiperatividade

O tempo de exposição às telas nos primeiros anos de vida pode aumentar as chances da criança desenvolver problemas de atenção por volta dos sete anos, de acordo com uma pesquisa norte-americana.

Porém, os riscos não se limitam à infância!

Outro estudo indica que adolescentes que são usuários frequentes de jogos e aparelhos digitais têm o dobro de chance de mostrar sintomas de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) no futuro se comparados a usuários não frequentes.

  • Sedentarismo

Jogar muito significa ficar muito tempo parado, por isso um efeito negativo comum do excesso de videogames é o sedentarismo. Ele pode gerar graves consequências, especialmente na infância.

Nessa fase da vida, hábitos começam a ser criados, então quem fica muito parado quando criança dificilmente irá praticar atividades físicas na fase adulta.

Assim, a tendência é adquirir doenças relacionadas ao sedentarismo, como obesidade, diabetes e hipertensão arterial.

Além disso, uma pesquisa britânica mostrou que o comportamento sedentário na juventude está associado a maiores índices de sintomas depressivos após os 18 anos.

  • Problemas ortopédicos

Outro efeito negativo comum do excesso de videogames são as doenças ortopédicas.

Como jogar exige movimentos repetitivos das mãos nos controles, pode provocar tendinites, bursites ou até uma Lesão por Esforço Repetitivo (LER).

Além disso, a má postura durante as horas de jogo pode causar dores e problemas na coluna. Entre eles, hérnia de disco, lesão que ocorre entre os discos que formam a coluna:

“A coluna cervical tem uma curva importante. Quando você coloca a cabeça muito para baixo e fica muito tempo em um movimento repetitivo e tensional você empurra os discos que estão nas costas e isso, com o tempo, vai deslocando”, explica o fisioterapeuta Socorro Almeida em entrevista ao G1.

  • Agressividade

Crianças e adolescentes que jogam videogame com regularidade têm mais comportamentos e pensamentos agressivos, de acordo com um estudo realizado com participantes de oito a 17 anos.

A pesquisa revelou que passar muito tempo consumindo jogos violentos tende a aumentar a conduta agressiva a longo prazo, independentemente do sexo, idade ou grau de agressividade inicial da criança.

  • Misturar fantasia e realidade

As crianças começam a distinguir realidade da ficção por volta dos oito anos, de acordo com este estudo.

Portanto, tudo que é consumido antes dessa idade, inclusive os jogos, podem ser considerados por ela como parte da realidade.

  • Vício

Um dos piores efeitos negativos do videogame é o vício em jogos, que oferece consequências de longo prazo para as saúdes mental, social e comportamental segundo pesquisa da Universidade Brigham Young (EUA).

O estudo foi feito com adolescentes e constatou que 10% dos jogadores tendem a se tornar realmente viciados. 

Por isso, controlar o consumo de jogos desde a infância é fundamental!

E agora que você já sabe disso tudo, que tal propor outras formas de diversão para a criançada?

Além dos games: 5 atividades para distrair a criança 

  1. Brincadeiras tradicionais

Que tal apresentar brincadeiras e jogos tradicionais à criança? Por exemplo:

  • Pega-pega;
  • Esconde-esconde;
  • Amarelinha;
  • Bola de gude (ou berlinde);
  • Desenho;
  • Pião;
  • Pipa (ou papagaio); etc.

O pequeno também pode se divertir com brincadeiras dentro de casa, como as listadas neste artigo.

  1. Esportes

Apresente diferentes esportes à criança e incentive-a a encontrar um que gosta. 

Ela pode se descobrir nos tradicionais futebol, vôlei ou natação, mas também pode acabar gostando de escalada ou até esportes que saíram da ficção, como o quadribol.

  1. Yoga para crianças

Esporte não é a praia do seu filho, mas você quer incentivá-lo a se movimentar? 

Tente yoga!

A prática tem crescido entre o público infantil e traz vários benefícios, como desenvolvimento da coordenação motora e fortalecimento da musculatura.

  1. Música

Já está comprovado que a musicalização na infância ajuda no desenvolvimento de habilidades cognitivas, como concentração e memória a longo prazo.

Além disso, grandes músicos e compositores tiveram o primeiro contato com a música ainda na infância. Então quem sabe a criança não se apaixona e decide transformar a diversão em carreira mais tarde?

  1. Leitura

A leitura na infância estimula os desenvolvimentos cognitivo e socioemocional, além de ser uma ótima forma de distrair a criança e incentivar a formação de novos leitores.

Então o que você está esperando para dar livros para a sua criança? 

Ela só tem a ganhar entrando em contato com a leitura, principalmente quando os livros são pensados especialmente para ela, como é o caso das obras do EUnoLIVRO.

Incentive a leitura infantil com EUnoLIVRO!

Os livros EUnoLIVRO são diferentes de tudo que você já viu. A criança é o personagem principal da narrativa e todo o mundo dela está lá, porque as histórias são personalizadas.

Assim, o pequeno vira protagonista da trama, o que permite que ele se identifique e gere mais conexão com os livros.

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